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White, a viageira, é mãe de nove filhotes

A albatroz viageira, White

White P08, fêmea de albatroz viageiro que tem 33 anos e nidifica em ilha distante, foi avistada em águas brasileiras

Ela tem 33 anos, já teve nove filhotes saudáveis e sua vida envolve situações como a perda do parceiro com o qual se reproduziu por quase 15 anos em uma distante ilha da região antártica.
Essa é uma pequena parte da história de White P08, uma fêmea adulta de albatroz-viageiro ou errante (Diomedea exulans), uma das 22 espécies de albatrozes e que está criticamente ameaçada de extinção, de acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). Graças aos registros de pesquisadores que as estudam, é possível conhecer um pouco mais de perto as características dessas belas aves que, por viverem em alto mar, ficam distantes de quem está em terra.
              White ganhou uma anilha de identificação em janeiro de 1983 em Bird Island, ilha situada na região antártica, próxima às ilhas da Geórgia do Sul, e já esteve em processo de reprodução por 16 temporadas. Ela acasalou com o mesmo parceiro entre 1983/1984 e 1999/2000. Nesse último período, seu parceiro não retornou à ilha. White encontrou um novo parceiro, entrando novamente em fase de reprodução entre 2002/2003 e, entre 2006/2007, teve um novo filhote. Um outro nasceu entre 2010 e 2011, quando White passou por sua décima sexta fase de reprodução.

Essas informações foram fornecidas por Andy Wood, pesquisador do Programa Britânico de Pesquisa na Antártica, a Dimas Gianuca, observador de bordo do Projeto Albatroz, organização patrocinada pela Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental. Dimas produziu uma foto de White enquanto estava embarcado em outubro do ano passado e, a partir da imagem – que mostra a anilha de White - foi possível rastrear seus dados. A fêmea estava seguindo o barco, atraída pelas iscas lançadas pela embarcação.
É justamente por tentar roubar as iscas dos barcos que os albatrozes (e outras espécies de aves marinhas, a exemplo dos petréis) estão ameaçados de extinção. São 22 espécies e 17 delas correm o risco – em maior ou menor grau – de desaparecer da natureza. Ao comerem as iscas, as aves ficam presas nos anzóis e morrem afogadas.
O caso dos Diomedea exulans, espécie a que pertence White, é particularmente preocupante porque sua população vem apresentando alarmantes taxas de declínio anuais. Tanto que sua conservação é considerada prioritária pelo Acordo para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP, na sigla em inglês), um acordo multilateral que tem como objetivo atingir e manter um estado favorável para a conservação de albatrozes e petréis. Tem 13 países membros, que devem adotar planos de ação para atingir o seu objetivo.


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