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Políticas
Públicas

ACAP

A conservação de espécies de albatrozes e petréis, constantemente ameaçados pela pesca de espinhel e pela poluição ambiental, é o principal compromisso do Projeto Albatroz. Como parte deste objetivo, representamos o Brasil em iniciativas internacionais sobre o tema cujo propósito é reunir esforços de instituições, pesquisadores e agentes políticos para articular uma a rede internacional efetiva para proteger estes animais marinhos.

Em 2001, foi firmado o Acordo Internacional para Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP), na África do Sul, com o intuito de coordenar os esforços diversos países envolvidos e estabelecer metas para a conservação destas aves. Em 2008, o Senado Federal ratificou a adesão do Brasil ao acordo. A entrada do país no ACAP é estratégica devido à alta incidência de capturas em nosso mar territorial. Estima-se que até 10 mil albatrozes e petréis morrem acidentalmente todos os anos fisgadas pelos anzóis das pescarias de espinhel no Brasil.

O ACAP reúne 13 países cujos mares territoriais são utilizados por albatrozes e petréis para a alimentação, migração ou reprodução, principalmente na porção meridional do planeta. Atualmente, também são partes do ACAP: Argentina, Austrália, África do Sul, Chile, Espanha, Equador, França, Nova Zelândia, Noruega, Peru, Reino Unido e Uruguai.

O acordo estabeleceu diretrizes multilaterais para proteger estas aves ao redor do mundo. Em linhas gerais, ele propõe a troca de dados e resultados de pesquisas sobre a ocorrência de albatrozes e petréis nos países participantes, a criação de planos de ajuda mútua entre as nações, além de recomendar práticas e usos de equipamentos que visem diminuir a captura incidental de aves marinhas.

O Projeto Albatroz, como referência no trabalho de conservação destas espécies no Brasil, alinhou seu trabalho às medidas propostas pelo acordo na região de incidência das aves, ou seja, nas costas sul e sudeste do país.
 

Medidas para a Conservação

A tarefa de conservar a vida de 31 espécies que habitam o mar do Brasil, entre albatrozes e petréis, vai muito além de apenas controlar a pesca. Ela requer conhecimento aprofundado sobre a vida e habitat dessas aves, monitoramento das espécies, além de trabalhar a sensibilização no âmbito humano, por meio da educação ambiental.

Por isso, trabalhamos de forma exaustiva no estudo sobre essas grandes e longevas aves. Um albatroz, por exemplo, pode viver até 80 anos, mas sua taxa de reprodução é baixa e bastante afetada por fatores ambientais. O acordo prevê ainda a proteção e restauração de locais de reprodução, diminuição da poluição destes habitats, redução do turismo e outras atividades perturbadoras às aves em seus locais de nidificação.

Outra frente de ação é a sensibilização de pescadores, monitoramento das aves, coleta de dados e materiais de pesquisa que contribuam para a manutenção destas políticas públicas.

Por último, está a educação ambiental de crianças, estudantes e públicos de outras idades, que contribuem de alguma forma para a conservação marinha e da vida de albatrozes e petréis nos oceanos brasileiros.

Desta forma, o ACAP recomenda o uso simultâneo de três medidas de mitigação desenvolvidas e testadas por nós como a melhor maneira de reduzir a captura de aves nos espinhéis.

São elas:
 

Toriline: consiste de uma linha com fitas colorida de 130 metros. O equipamento funciona como um espantalho para aves, que são afugentadas pelo movimento das fitas e se afastam da área de risco de captura, onde os anzóis sao lançados na água. Usando o toriline durante a pescaria você protege não somente as iscas, mas também os albatrozes e petréis.
 

Largada noturna: é ato de lançar a linha de pesca ao mar durante a noite. Como albatrozes e petréis normalmente se alimentam durante o dia e dependem da visão para localizar as iscas, a largada noturna diminui consideravelmente as chances de serem atraídos e capturados.
 

Regime de pesos: pesos posicionados próximos aos anzóis iscados fazem com que eles afundem mais rápido. Os albatrozes e petréis não conseguem mergulhar até grandes profundidades, mas podem ser capturados quando alcançam as iscas próximas da superfície. Por isso, quanto mais rápido elas afundam, menores são os riscos de captura incidental. Existem três opções de peso para o chumbo colocado na linha, que podem variar de 45 a 98 gramas, diminuindo o perigo para as aves e o prejuízo para o pescador. 

Clique aqui para baixar o documento do ACAP disponível nas versões português e inglês em nossa biblioteca.


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