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Projeto Albatroz realiza três passarinhadas na Região dos Lagos

Passarinhada

Saídas de avistamento de aves ocorrem em pontos de Cabo Frio e Arraial do Cabo com o objetivo de apresentar ao público as espécies da fauna e da flora locais

Passarinhar, ou avistar aves, é uma atividade prazerosa que contribui para a sensibilização sobre o meio ambiente e a preservação ambiental. Todas as aves são necessárias ao equilíbrio ecológico e poder identificá-las em seu habitat natural é um fator de atração de turistas de baixo impacto ambiental, próprio para um turismo mais sustentável. Com o objetivo de promover esporte, ciência e lazer atreladas à conservação marinha, o Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras, organizou três passeios gratuitos na Região dos Lagos durante o Verão. A terceira e última passarinhada desta temporada está marcada para o dia 19 de fevereiro na Praia do Foguete, em Cabo Frio (RJ). As inscrições já podem ser realizadas neste link.

As saídas em grupo são capitaneadas pelo professor Eduardo Pimenta, coordenador do Grupo de Estudos da Pesca (GEPESCA) da Universidade Veiga de Almeida, e consultor do Projeto Albatroz em Cabo Frio (RJ). Além de guiar os participantes pelas trilhas, ele explica princípios biológicos da fauna e flora da Caatinga Fluminense. “Também falamos sobre o fenômeno da ressurgência, que faz dessa região um oásis de elevada produtividade, base da cadeia alimentar marinha”, afirma. “Por causa da ressurgência é que as águas da nossa região são visitadas por diversas aves marinhas, entre elas albatrozes e petréis, e também por que temos tanta riqueza de espécies na pesca regional”.

Trilha do Itajuru

A primeira passarinhada deste ano aconteceu em meados de janeiro na Trilha do Itajuru, em Cabo Frio (RJ), reunindo dez participantes. Com câmeras e smartphones na mão, os participantes foram conduzidos pelo professor Eduardo Pimenta e puderam avistar espécies de aves como o maçarico-de-perna-amarela (Tringa flavipes), batuira-de-coleira (Charadrius collaris), anú-branco (Guira guira), trinta-réis-anão (Sternula superciliaris), mareça-irerê (Dendrocygna viduata), entre muitas outras. Durante a trilha, que terminou com uma vista para o oceano, também foram identificadas outras espécies de animais, como siri-azul, água viva, capapeba, guaiamum e tartaruga. 

Segundo Pimenta, a ideia é que quem participe da passarinhada não veja somente pássaros, mas também entenda como eles interagem com a flora local, auxiliando na manutenção e equilíbrio do meio ambiente. Por isso, durante a trilha foram apresentadas noções de biologia e botânica para que o público conhecesse a complexidade das relações que mantém aquele habitat natural.

Restinga de Massambaba

A segunda saída para avistamento de aves aconteceu no primeiro final de semana de fevereiro e reuniu 19 pessoas na Restinga de Massambaba, localizada no Parque Estadual da Costa do Sol, em Arraial do Cabo. Em um dia ensolarado, os participantes fizeram uma trilha de mais de quatro horas de duração para conhecer as principais aves e plantas típicas da região. 

Entre as aves, foram avistadas espécies como o gaivotão (Larus dominicanus), sabiá-do-campo (Mimus saturninus), cambaxirra (Troglodytes aedon), urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus), suiriri (Tyrannus melancholicus), coruja-buraqueira (Athene cunicularia), carcará (Carcara plancus), entre muitas outras. O formigueiro-do-litoral (Formicivora littoralis), espécie endêmica da Região dos Lagos que conta com um Plano de Ação Nacional para sua conservação, também foi avistada.

Segundo Eduardo Pimenta, essa região foi especialmente escolhida para a passarinhada porque tem características singulares que a tornam rica em fauna e flora. A restinga é cercada pela Lagoa de Araruama, um ambiente hipersalino, e também pelo oceano Atlântico, rico em nutrientes devido ao fenômeno da ressurgência, responsável por atrair grandes cardumes de peixes e espécies de aves.

“Esse cenário único formado pelas influências oceânicas, lagunares e de restinga acaba possibilitando a vida de uma série de espécies de peixes, animais invertebrados, flores, frutos e sementes que atraem uma grande quantidade de aves locais e migratórias também”, aponta Eduardo Pimenta.

Próxima passarinhada: Praia do Foguete

A próxima saída para avistamento de aves já tem data e horário marcados: 19 de fevereiro (sábado), a partir das 7h, na Praia do Foguete. O ponto de encontro dos passarinheiros será às 6h30 em frente a Estátua do Pescador. 

Localizada dentro do Parque Estadual da Costa do Sol, a Praia do Foguete é formada por um somatório de influência oceânica, lagunar e restinga que atrai uma grande quantidade de aves residentes e migratórias.  

Projeto Albatroz em Cabo Frio (RJ)

O Projeto Albatroz nasceu em Santos (SP) e desde 1990 trabalha pela conservação das espécies de albatrozes e petréis que se alimentam em águas brasileiras. Desde 2014, o Projeto mantém uma base avançada de pesquisa na Universidade Veiga de Almeida (UVA), no campus de Cabo Frio (RJ), que nos possibilitou ampliar as pesquisas no Porto de Cabo Frio, rota de diversas embarcações de pesca de espinhel com a qual albatrozes e petréis interagem e pela qual são capturados. 

Atualmente, o Projeto mantém bases nas cidades de Santos (SP), Itajaí e Florianópolis (SC), Itaipava (ES), Rio Grande (RS), Cabo Frio (RJ) e Natal (RN).

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