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Parceiro do Programa Bandeira Azul em Cabo Frio (RJ), Projeto Albatroz ajuda a retirar mais de 20 mil bitucas da praia

Balanço do monitoramento de guimbas foi divulgado no 15º Workshop Anual do Programa Bandeira Azul

As bitucas de cigarro, ou guimbas, são alguns dos resíduos mais encontrados nas praias da Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. Além de sujarem as praias, elas têm resíduos químicos capazes de contaminar o solo, a água do mar e colocar em risco a sobrevivência das espécies oceânicas. Desde o ano passado, o Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras, é parceiro do Programa Bandeira Azul em Cabo Frio (RJ), participando das ações que já coletaram mais de 20 mil bitucas na Praia do Peró - que já foi certificada quatro vezes. O resultado foi apresentado no 15º Workshop Anual do programa, realizado na primeira semana de maio.

O monitoramento de guimbas teve início na Semana do Meio Ambiente de 2021, estabelecendo coletas mensais nas praias da região que seriam contadas e analisadas por técnicos da Universidade Veiga de Almeida (UVA). Com a coordenação local do Bandeira Azul, voluntários e integrantes do Projeto Albatroz e Projeto Imersão participaram de todas as ações, sensibilizando moradores, turistas e destinando os 20.579 bitucas para a universidade.

Devido à relevância da Praia do Peró para a conservação ambiental, ela também é a escolhida pelo Projeto Albatroz para receber ações de educação ambiental, como a organização de clean ups, tendas de informações sobre as aves marinhas, saídas de campo, observação de aves etc.

15º Workshop Anual do Bandeira Azul

Realizado nos dias 5 e 6 de maio, o encontro aconteceu na UVA e teve como objetivo auxiliar na preparação da documentação necessária para uma nova conquista da certificação, além de realizar debates com assuntos pertinentes ao Bandeira Azul no contexto nacional e internacional. Representantes de vários estados e das entidades que integram o Júri Nacional foram recepcionados para uma troca de experiências.

Entre as atividades, das quais o Projeto Albatroz participou como apoiador, foram apresentadas novidades do selo internacional, do programa “Brasil é a Nossa Praia!”, desenvolvido pelo Ministério do Turismo, entre outros assuntos. Também foram realizadas mesas redondas sobre a balneabilidade das praias brasileiras e captação de recursos para a gestão de praias e atividades náuticas, finalizando com uma visita guiada à Praia do Peró.

De acordo com Paula Montenegro, educadora ambiental do Projeto Albatroz que participa das ações de coleta na Praia do Peró, apoiar o Programa Bandeira Azul é uma relação em que todos saem ganhando. “Assim como o programa, nós também temos o objetivo de conservar o ecossistema marinho a partir de ações de educação ambiental, sensibilização do público e envolvimento nas pesquisas realizadas na região”, explica. “Ao protegermos as praias envolvidas no Bandeira Azul, como o Peró, também estamos protegendo as aves marinhas”.

Sobre o Programa Bandeira Azul

O principal objetivo do selo Bandeira Azul é conscientizar a sociedade quanto à necessidade de proteger ambientes marinhos e costeiros, incentivando a realização de ações com foco em qualidade e proteção ambiental.

Para ganhar o certificado internacional, é preciso que as praias e marinas candidatas cumpram 34 critérios específicos de qualidade da água, segurança, gestão, educação ambiental e serviços de turismo sustentável. Todos precisam ser comprovados anualmente para que a bandeira permaneça hasteada.

Ao longo dos anos, o Bandeira Azul tornou-se um rótulo ecológico altamente respeitado e reconhecido, trabalhando para reunir os setores de turismo e meio ambiente de maneira local, regional e internacional.

O certificado foi criado pela FEE (Foundation for Environmental Education), que é uma instituição internacional com diversos integrantes representando seus respectivos países. No Brasil, o Operador Nacional do programa é o IAR (Instituto Ambientes em Rede).

Projeto Albatroz na Região dos Lagos

O Projeto Albatroz nasceu em Santos (SP) e desde 1990 trabalha pela conservação das espécies de albatrozes e petréis que se alimentam em águas brasileiras. O projeto é patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental desde 2006 e, mantém uma base avançada de pesquisa na Universidade Veiga de Almeida (UVA), no campus de Cabo Frio (RJ), desde 2014, que nos possibilitou ampliar as pesquisas no Porto de Cabo Frio, rota de diversas embarcações de pesca de espinhel com a qual albatrozes e petréis interagem e pela qual são capturados. 

Atualmente, o Projeto Albatroz mantém bases de atuação em seis estados brasileiros.

 


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