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Simpósios do XXVI Congresso Brasileiro de Ornitologia têm participação do Projeto Albatroz

Simpósios do XXVI Congresso Brasileiro de Ornitologia têm participação do Projeto Albatroz

Apresentações abordaram as perspectivas e desafios das pesquisas com aves marinhas no país e também o funcionamento do BAAP

Membros da equipe técnica do Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras, participaram do XXVI Congresso Brasileiro de Ornitologia, promovido pela Sociedade Brasileira de Ornitologia em conjunto com o Programa de Pós-graduação em Ecologia de Ecossistemas e Graduação em Ciências Biológicas da Universidade Vila Velha (UVV) entre os dias 8 e 12 de julho.

Nele, a coordenadora geral do Projeto Albatroz, Tatiana Neves; o coordenador científico da instituição, Dr. Dimas Gianuca; e a consultora técnica da base de Florianópolis (SC), Alice Pereira, apresentaram o trabalho desenvolvido pelo Projeto e abordaram as perspectivas e os desafios da pesquisa com albatrozes e petréis no Brasil.

O congresso discutiu o tema “Adaptação das aves a um Brasil em constante mudança”, buscando realçar a necessidade de uma abordagem dinâmica nas pesquisas da área, além de envolver questões relacionadas ao contexto de transformações, tanto ambientais como sociais, e a influência destas mudanças nas pesquisas e políticas de conservação da avifauna brasileira.

Pesquisa com aves marinhas

Na terça-feira (9), Dr. Dimas Gianuca e Alice Pereira participaram do simpósio ‘Pesquisa com aves marinhas no Brasil: estado atual do conhecimento, desafios e perspectivas futuras’. Em sua palestra, Gianuca abordou a biologia e ecologia dos albatrozes, relacionando sua estratégia de vida com os perigos a que estão expostos, e como as interações negativas entre a pesca e as aves estão resultando em reduções populacionais, que se persistirem, poderão resultar na extinção de várias espécies.

“Os albatrozes se alimentam principalmente do que encontram sobre a superfície da água e são muito vulneráveis à pesca porque seguem os barcos em busca de alimento e no momento da largada de anzóis dos espinhéis, eles acabam presos e morrem afogados”, detalha o cientista sobre a pesca de espinhel de superfície, que tem como objetivo a captura de atuns, espadartes e tubarões.

Ele destacou também que embora seja essencial desenvolver medidas de mitigação adequadas para cada tipo de pescaria e região, este é um trabalho com uma logística complicada, que envolve tempo, investimento e a parceria dos pescadores com observadores de bordo para testá-las. “No Brasil e no resto do mundo, já avançamos muito no que diz respeito ao entendimento sobre o nível de mortalidade de espécies afetadas pelas pescarias de espinhel”, afirma, completando com um dado alarmante: 15 das 22 espécies de albatrozes ao redor do mundo estão ameaçadas de extinção.

Introdução ao BAAP

Já Alice apresentou pela primeira vez em um congresso de projeção nacional o Banco Nacional de Amostras Biológicas de Albatrozes e Petréis (BAAP), instalado em Florianópolis (SC), cujo objetivo principal é fomentar a pesquisa científica nacional e internacional com amostras destas aves - separadas, congeladas e catalogadas na sede da R3 Animal.

Na palestra "BAAP como ferramenta para a conservação de albatrozes e petréis", ela abordou o panorama da disponibilidade de amostras biológicas dessas aves no país, explicando o que já existe, o que é rastreável online e a dificuldade de ter materiais disponíveis para consulta. “Enfatizei a importância de um banco de amostras para promover pesquisas que serão convertidas em ações em prol da conservação e ressaltei que o BAAP promoverá a integração entre coleções e instituições, monitoramento de praias e grupos de pesquisa, por meio da troca de materiais entre essas instituições que desejarem se juntar ao BAAP”.

No mesmo simpósio, ela apresentou um paper do qual é coautora, publicado este ano na revista Marine Ornithology. Com o título ‘Separando o albatroz-de-sobrancelha-negra (Thalassarche melanophris) e o albatroz-de-nariz-amarelo (T. chlororhynchos) por análises morfométrica osteológica’, o estudo, que contou com a colaboração dos pesquisadores Maurício Tavares e Ignácio Benites Moreno do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), analisou o esqueleto de mais de 150 albatrozes das duas espécies para encontrar parâmetros de medidas que permitissem identificar estes animais por meio de suas ossadas. Este trabalho geralmente é feito a partir do estudo da coloração do bico e das penas das aves - o que nem sempre é possível observar em carcaças de aves encontradas nas praias, devido ao avançado de decomposição, dificultando avaliar quais espécies aparecem mortas na costa.

Também participaram deste simpósio: M.Sc. Patrícia Serafini (ICMBio, CEMAVE), Dr. Leandro Bugoni (FURG), Dr. Márcio Efe (UFAL) e Dr. Guilherme Tavares Nunes (UFRGS).

Pela conservação de aves marinhas no Brasil

Fundadora e coordenadora geral do Projeto Albatroz há 29 anos, Tatiana Neves falou ao público na sexta-feira (12), último dia de congresso, sobre o histórico da conservação de albatrozes e petréis no Brasil, em um relato que mistura a trajetória da instituição e também a dela própria.

Tatiana destaca que ficou orgulhosa ao ver, pela primeira vez, um congresso de ornitologia dedicar dois simpósios à conservação de aves marinhas. “É um sinal de que essa questão está tomando volume e importância na conservação brasileira”, afirma. “E não é para menos. Os albatrozes e petréis formam um dos grupos de aves mais ameaçados do mundo todo e no Brasil isso não é diferente”.

Também participaram deste último simpósio do congresso, intitulado ‘Conservação de aves marinhas no Brasil’, Dr. Ralph Vanstreels (IPRAM), Dr. Leandro Bugoni (FURG) e M.Sc. Patricia Serafini (ICMBio/CEMAVE).

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