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O que fazer quando encontrar uma ave silvestre na Baixada Santista?

Ti?-sangue Ramphocelus bresilius - Foto Ciro Albano - SAVE Brasil

Diversas espécies de aves silvestres nativas da Mata Atlântica podem acabar no meio urbano, correndo risco de morte. Saiba o que fazer e a quais órgãos recorrer 

Bem-te-vi, canário-da-terra, coruja-buraqueira, quero-quero, tiê-sangue e tucano-de-bico-verde são apenas algumas das centenas de espécies de aves típicas da densa Mata Atlântica que por vezes aparecem nas cidades. O bem-te-vi e o quero-quero, por exemplo, são mais adaptados ao ambiente urbano, mas podem sofrer acidentes que requerem cuidados especializados.

Ao encontrar uma ave silvestre ferida, a primeira providência necessária é entrar em contato com técnicos da Divisão de Fauna Silvestre, pois seus biólogos e veterinários podem esclarecer dúvidas sobre diferentes situações envolvendo a fauna do município.

Para o transporte, utilize uma caixa de papelão fechada, com pequenas aberturas para o animal respirar. Não transporte as aves em gaiolas, pois elas podem acabar se ferindo por estresse.

As instituições mais capacitadas para o recebimento destes animais no estado de São Paulo são os Centros de Manejo de Fauna Silvestre. Eles se dividem em Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), o principal deles localizado na cidade de Lorena, e Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), como projetos ambientais e outras instituições de reabilitação.

Como ajudar antes do atendimento especializado?

Caso a ave ainda seja filhote, contenha-a em um local adequado. Um pano limpo e macio pode ser útil nestes casos. Mantenha os filhotes aquecidos, longe de correntes de ar, em local arejado e fora da luz solar direta. 

Se possível, mantenha um recipiente com água limpa à disposição do animal e não force sua alimentação, porque existe risco de sufocamento. Evite também a aproximação de animais domésticos para não estressá-lo.

Caso não seja possível devolver a ave filhote aos pais, ela deve ser encaminhada imediatamente a algum órgão competente.

O que fazer se a ave estiver ferida ou com dificuldade de voar?

Ao se deparar com uma ave adulta ou filhote, confira o estado geral de saúde do animal. Veja algumas dicas:

1- Verifique se há sangue ou alguma alteração na superfície do corpo da ave;
2- Observe se as asas se fecham normalmente ou se ficam caídas (o que pode evidenciar uma fratura); veja também se a plumagem está desigual ou apresenta defeitos (o que pode denunciar o ataque de predadores);
3- Se o filhote não está caído e seus pais estão próximos, não mexa no animal e cuide para que os animais domésticos sejam afastados;
4- Se o filhote está piando e os pais não se aproximam, afaste-se, pois sua presença pode estar inibindo esse contato;
5- Dê tempo para que os animais tenham a chance de agir naturalmente. Só interfira depois de comprovada a necessidade de algum cuidado especial com a ave.

Tenha em mente: nem toda ave encontrada no chão está com problemas ou necessita de ajuda humana. Observe o estado de saúde do animal e só resgate-o caso seja realmente necessário.

Contato na Baixada Santista:

●        Polícia Ambiental

Unidade que atende a Santos, São Vicente, Cubatão, Guarujá e Bertioga: 3. Batalhão 1. Cia 1. Pelotão

Endereço:  Av Manoel Da Cruz Michael, 387 - Santa Rosa - Guarujá/SP

Telefone: (13) 3348-4769

E-mail dessa unidade: 3bpamb1cia1pel@policiamilitar.sp.gov.br

Para denúncias mande um e-mail para: ambientaldenuncias@policiamilitar.sp.gov.br, ou acesse o site http://denuncia.sigam.sp.gov.br/ .

Unidade que atende Praia Grande, Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe: 3. Batalhão 1. Cia 2. Pelotão

Endereço: Rua Dom Sebastião Leme, 115 - Jardim Ivoty - Itanhaém/SP

Telefone: (13) 3421-4560

E-mail: 3bpamb1cia2pel@policiamilitar.sp.gov.br

●     CEPTAS UNIMONTE

Endereço: Rodovia Anchieta Km 56,5 - Parque Ecológico Cotia-Pará, Cubatão/SP

Telefone: (13) 3463-5418 (entrar em contato antes da entrega)

Entregas por particulares: Segunda à quinta 09h às 12h - 14h às 16h

Entrega por órgãos oficiais: Segunda à sexta 09h às 12h - 14h às 16h

Emergências: Segunda à sexta 09h às 12h - 14h às 17h / Sábados 09 às 12h

 

Texto: Bárbara Pitta

Revisão: Danielle Cameira


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