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Lixo descartado incorretamente ameaça a vida marinha

Os resíduos plásticos que chegam aos oceanos são uma das principais ameaças à sobrevivência de aves oceânicas como os albatrozes e petréis. Dependendo de sua composição química, esse tipo de material leva um período de cerca de 50 a 400 anos para a decomposição. Mas o plástico não é o único resíduo que afeta diretamente a vida marinha. Vidros, papéis e metais também contaminam os oceanos, se forem descartados nas ruas ou junto ao lixo comum, causando o sofrimento e morte de muitos animais.

De certa forma, quase todo tipo de resíduo produzido acaba chegando aos oceanos, seja pela rede de esgotos, chuvas, depósito irregular em rios e praias ou nos próprios lixões comuns que não deveriam receber qualquer tipo de lixo com risco de contaminar lençóis freáticos. Isso se deve, em grande parte, à enorme densidade populacional no litoral brasileiro, ao turismo crescente nessas áreas, além da falta de responsabilidade dos órgãos públicos com o descarte e fiscalização.

No Projeto Albatroz, nascido em Santos em 1990 e patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, trabalhamos a sensibilização de crianças, jovens e adultos - incluindo pescadores da frota pesqueira de espinhel -, reforçando a importância do cuidado com os resíduos produzidos em nossas ações cotidianas, sejam em casa ou no trabalho, visando nosso objetivo final que é a conservação de albatrozes e petréis. 

A coordenadora de Educação Ambiental do Projeto, Cynthia Ranieri, afirma que é apenas com a Educação, políticas públicas e fiscalização que será possível mudar o atual quadro de poluição ambiental marinha no Brasil. “Em nossas práticas educacionais, em campanhas ou mesmo no dia a dia, trazemos a reflexão sobre a problemática do lixo marinho e o que isso tem a ver com nossas vidas. Como podemos ser menos agressivos com o meio ambiente começando pelos hábitos de consumo, até chegar no descarte, reutilização ou reciclagem. Trazemos à tona informações contundentes sobre como os animais marinhos estão sofrendo com a poluição por plástico, explica.

“Os albatrozes, por exemplo, ‘adoram’ tampinhas plásticas, cotonetes, canudos e isqueiros, o que acaba proporcionando sofrimento e até a morte. Já está mais do que na hora de darmos um basta nisso”, completa.

Em 2018, o Projeto Albatroz passará a fazer parte da Rede Praia Limpa – rede com foco a ações de combate ao lixo marinho, juntamente com instituições de todo o litoral do Brasil. Neste verão, a equipe estará em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Meio Ambiente de Santos (Semam) e a Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista (Reabs) em uma série de ações de sensibilização para combate do lixo marinho na região.

Os profissionais do Projeto Albatroz também contribuem para a conservação do habitat de albatrozes e petréis realizando pesquisas que ofereçam subsídios técnicos para a criação de políticas públicas sobre o assunto.

Saiba como descartar qualquer tipo de lixo na Cidade de Santos na área de Educação Ambiental do site em Recicle em Santos.

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