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Justiça Socioambiental é tema de encontro organizado pelo Coletivo Jovem Albatroz

Integrantes do Coletivo Jovem Albatroz se reuniram nesta quinta-feira (26) com alunos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para uma atividade prática intitulada “Ciência e saber popular: em busca da Justiça Socioambiental”. Ela foi realizada no período da manhã, nas dependências do campus Silva Jardim, em Santos (SP), e contou com a participação de representantes do Dique da Vila Gilda e da ocupação do Morro do Itararé.

A proposta do encontro foi dialogar com os universitários e público em geral sobre a transformação da sociedade atual, abordando de que forma a Justiça Socioambiental está presente em nossa região.

Para isso, o Coletivo Jovem Albatroz, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, propôs duas dinâmicas para os estudantes. A primeira delas chamava-se ‘Caminho das Águas’ e fazia com que os participantes vivenciassem, de forma sensorial, todo o trajeto de um rio, desde a nascente até a foz, destacando os possíveis impactos causados pelas formas de urbanização em seu percurso.

(In)justiça Socioambiental em pauta

Em seguida, aconteceu a roda de conversa ‘Reflexão sobre (in)justiça socioambiental’, que abordou diferentes pontos de vista sobre como os impactos ambientais afetam as pessoas com condições sociais distintas. O encontro teve a participação da presidente da cooperativa de costureiras do Dique da Vila Gilda (Cooperdique), Lucineya Marques, e o líder comunitário da ocupação do Morro do Itararé, Adailton Souza.

Ele falou sobre as dificuldades vividas pelos moradores do morro e salientou a importância do trabalho dos estudantes universitários. “Se todos os estudantes forem engajados como os que estão aqui hoje, eu espero um Brasil melhor. Porque, para mim, o estudo é o pilar do nosso futuro”, diz.

Para o responsável pelo Coletivo Jovem Albatroz, Rafael Monteiro, a reflexão proposta pela roda de conversa foi importante para quebrar a ideia de que os problemas ambientais afetam igualmente a todos. “É importante reconhecer que os impactos não atingem todas as pessoas da mesma forma. Os riscos ambientais são distribuídos de maneira desigual, de forma que diferentes grupos sociais possuem formas distintas de lidarem com tais riscos. Uma comunidade carente, por exemplo, não tem tantos recursos para lidar com os efeitos de um desastre quanto uma comunidade mais rica”, exemplifica.

Segundo ele, esta questão está atrelada às questões sociais como um todo, já que os impactos ambientais afetam diretamente a qualidade de vida das pessoas por meio dos sistemas de esgoto, drenagem, tratamento de resíduos sólidos e saneamento básico - a que as comunidades têm acessos diferenciados de acordo com seu poder aquisitivo e condição social.

O relato dos líderes comunitários sensibilizou os participantes e abriu portas para futuras ações dos estudantes e demais interessados em conjunto com as comunidades. “No encontro, foi bastante citada a vivência deles e as dificuldades que passam, além de como nós, jovens universitários, podemos fazer melhorias nessas áreas e pensar no coletivo, um bem comum a todos.”, conta a integrante do Coletivo Jovem Albatroz e representante da ONG Praia Limpa de Praia Grande, Letícia Andreza. “Porque o que os afeta lá, também nos afeta aqui e a sociedade como um todo”.

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