Instituto Albatroz celebra mais de 120 reabilitações e solturas de aves marinhas  | Projeto Albatroz
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Instituto Albatroz celebra mais de 120 reabilitações e solturas de aves marinhas 

Soltura Fragata-Gabriela Bezerra-Instituto Albatroz

Números correspondem a quase dois anos de execução do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-BC/ES) em parte da Região dos Lagos (RJ)

O Instituto Albatroz, que há quase dois anos executa o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-BC/ES) da Petrobras em parte da Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, celebra a reabilitação e a soltura de mais de 120 aves marinhas. Liderando o ranking estão as gaivotas, que somam 39, seguidas pelos pinguins-de-Magalhães (34), atobás (33) e pelas fragatas (4). Entre as espécies com menor ocorrência e que foram reabilitadas e devolvidas à natureza estão petréis, pardelas, rabo-de-palha-de-bico-vermelho e um albatroz, ave-símbolo do projeto. 

A maioria dos animais foi solta na praia da Pernambuca, em Araruama, próxima ao Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) do Instituto Albatroz. Já as solturas dos grupos de pinguins-de-Magalhães aconteceram na faixa de areia da praia do Peró, em Cabo Frio, e em embarcações que partiram da praia dos Anjos, em Arraial do Cabo. A realização do PMP-BC/ES é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama e estruturado pela Petrobras.

O albatroz-de-nariz-amarelo (Thalassarche chlororhynchos), resgatado em junho de 2024 e reintegrado à natureza 17 dias depois, recebeu um rastreador, que permitiu monitorar seu deslocamento por cerca de dois meses. O animal chegou ao CRD via Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE). Já a pardela-preta (Procellaria aequinoctialis) batizada de “Rebeca”, solta em setembro de 2024, chegou do território francês durante os Jogos Olímpicos de Paris. A anilha metálica de identificação indicava a procedência: Muséum National d’Histoire Naturelle, Centre de Recherches sur la Biologie des Populations d’Oiseaux (Museu Nacional de História Natural, Centro de Pesquisa em Biologia Populacional de Aves). 

Em agosto de 2024 foi a vez da dupla de petréis-gigantes-do-Sul (Macronectes giganteus) receber cuidados e voltar à natureza. No mês de novembro, uma bela ave da espécie Phaethon aethereus, conhecida como rabo-de-palha-de-bico-vermelho, resgatada no forro de uma casa na praia do Foguete, em Cabo Frio, retornou para seu habitat.

As solturas mais frequentes envolvem gaivotas, atobás e fragatas que, normalmente, reúnem mais de uma ave durante a soltura. Em fevereiro de 2026, um grupo de cinco gaivotas fez um verdadeiro espetáculo  sendo soltas no mês de Carnaval, nas areias da praia da Pernambuca! No mês seguinte, foi a vez de soltar uma gaivota reabilitada após passar por endoscopica para retirada de um anzol esportivo alojado no esôfago. O tratamento de sucesso durou cerca de um mês e meio. O caso, porém, evidencia os riscos que petrechos de pesca representam para aves marinhas e reforça a importância do resgate rápido, do atendimento especializado.

Os pinguins, que tanto encantam moradores e turistas, foram soltos em grupos, em três ações - a primeira, em outubro de 2024 na praia do Peró (oito animais), reunindo boa parte da equipe do PMP, formada por técnicos de campo, tratadores e veterinários. Em 2025, os pinguins foram reintegrados à natureza à bordo de embarcações que partiram do porto de Arraial do Cabo. Em outubro, foram 16 pinguins e, em novembro, oito animais. No período, dois pinguins reabilitados pela instituição foram encaminhados ao Aquário de São Paulo, uma vez que não poderiam ser reintroduzidos na natureza.

Projeto de Monitoramento de Praias 
O Instituto Albatroz, que conta com um Centro de Visitação e Educação Ambiental Marinha em Cabo Frio, executa o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) da Petrobras em Cabo Frio, Búzios e parte de Arraial do Cabo. São 25 praias monitoradas - de Unamar, em Cabo Frio, à Prainha, em Arraial do Cabo, passando pelas praias de Búzios - somando 54 quilômetros de litoral. O monitoramento é feito diariamente a pé e com o uso de quadriciclos por técnicos e monitores. 

Durante a atividade, aves e tartarugas marinhas encontradas vivas pelas equipes de campo são encaminhadas para o Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD), em Araruama, também sob responsabilidade do Instituto Albatroz. Os animais encontrados sem vida também seguem para o CRD, onde são submetidos à necropsia para que a causa da morte seja determinada, quando possível. A população também pode contribuir, acionando as equipes de monitoramento ao avistar um animal marinho vivo ou morto nas praias, através do telefone 0800 991 4800.

O Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) foi desenvolvido para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da PETROBRAS de produção e escoamento de petróleo e gás natural. A realização do PMP-BC/ES é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama.

Sobre o Instituto Albatroz
O Instituto Albatroz é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que desde 2003 trabalha em parceria com o poder público, empresas pesqueiras e pescadores para a conservação de albatrozes e petréis que se alimentam em águas brasileiras. O Instituto Albatroz coordena o Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, que conta com bases em Cabo Frio (desde 2014), Santos (SP), Itajaí e Florianópolis (SC) e Rio Grande (RS).7

Telefone de contato para acionamento do PMP-BC/ES na Região dos Lagos: 0800 991 4800
 

 

Soltura Puffinus-Gabriela Bezerra-Instituto Albatroz Soltura Ardenna e Gaivotas-Gabriela Bezerra Soltura Ardenna gravis

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