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Fundadora do Projeto Albatroz participa de workshop para conservação do petrel-de-Galápagos

Encontro discutiu a criação de um plano de ações para proteger a espécie em extinção

Ave que apenas se reproduz no arquipélago de Galápagos, no Equador, o petrel-de-Galápagos (Pterodroma phaeopygia) é, desde a década de 70, considerada uma espécie em risco de extinção devido à perda de habitat para a agricultura local, introdução de animais predadores e plantas invasoras. Desde então, um amplo trabalho de conservação tem sido feito para reverter esta situação, culminando no 1º Encontro Internacional para a Conservação do petrel-de-Galápagos, realizado em novembro para a discussão de um plano de ações em prol da espécie. Tatiana Neves, fundadora do Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras, que estuda e trabalha com albatrozes e petréis há quase 30 anos no Brasil e atualmente é vice-presidente do Comitê Assessor do Acordo Internacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP) foi convidada para contribuir com sua experiência no evento.

O workshop, realizado entre os dias 5 e 7 de novembro, foi organizado pela Organización Tierramar e a American Bird Conservancy em Puerto Ayora e reuniu membros do ACAP, pesquisadores, agências governamentais e organizações internacionais para compartilhar dados populacionais da espécie, principais ameaças locais, demonstrar resultados de novas tecnologias de conservação, identificar assuntos que necessitam de novas pesquisas para a tomada de decisões, além de priorizar ações e projetar futuros cenários de conservação. Tudo isso levando em conta questões territoriais, além do engajamento da população do arquipélago.

 

Esforço coletivo

Após o petrel-de-Galápagos quase ser extinto nas décadas de 70 e 80, um esforço coletivo da comunidade científica e de moradores do arquipélago tentou reverter esse quadro. Uma das principais ameaças naquela época foi a chegada de ratos, gatos, porcos, formigas e cachorros junto da ocupação humana das ilhas. Plantas como a amora do Himalaia (Morus serrata) também foram introduzidas no local e crescem escondendo ninhos e ferindo com espinhos as aves que caminham pelo ninhal.

De lá para cá, embora tenha sido registrada uma melhora nas condições de sobrevivência dos petréis-de-Galápagos, graças ao trabalho do Parque Nacional de Galápagos, há ainda a necessidade de monitoramento permanente das áreas fixas e outras potenciais para formação de ninhais, para que não entrem em conflito com propriedades privadas ou com forte presença de espécies predatórias.

No primeiro dia de workshop, foram compilados dados sobre conservação da espécie e suas populações na ilha, além de suas ameaças e estratégias de conservação já realizadas para que, no segundo dia, fosse discutido um rascunho com ações definidas para a proteção da espécie. No último dia, foram apontadas as ações e tarefas de cada entidade presente na reunião. Futuramente, um plano de ação deve ser definido e executado de fato em Galápagos.

Além da presença de espécies invasoras de animais e vegetais, também foram listadas como possíveis ameaças para a sobrevivência do petrel-de-Galápagos a perda de habitat, interação com diferentes pescarias, colisões, atrações por luzes, mudanças climáticas, contaminações em geral, além de patógenos e parasitas específicos.

Como vice-presidente do Comitê Assessor do ACAP e coordenadora geral do Projeto Albatroz, Tatiana Neves, ficou impressionada com a quantidade de trabalhos sendo feitos pelo Parque Nacional de Galápagos e as Organizações Não-Governamentais locais.

“É incrível como esses trabalhos estão avançados, e apesar das dificuldades de monitoramento e manejo dessas espécies de plantas e animais invasores, esse trabalho essencial tem sido feito com muita garra pelos atores locais”.

Entre as espécies de aves marinhas de Galápagos, o albatroz endêmico da região, consta na lista oficial de aves protegidas pelo acordo internacional e faz parte desta grande grupo de animais que percorrem grandes distâncias em busca de alimento. Em 2020, a 12ª Reunião do Comitê Assessor do ACAP será realizada no Equador, o que pode aproximar a discussão sobre as aves do país dos países signatários do acordo.

 

World Albatross Day

Na ocasião, a secretária executiva do ACAP, Dr. Christine Bogle e Tatiana Neves apresentaram o acordo e também o World Albatross Day (WAD), uma iniciativa conjunta do ACAP com outras organizações ao redor do mundo, como o Projeto Albatroz, que visa expandir o conhecimento sobre a importância de proteção do albatroz - ave que migra para diferentes regiões do planeta. Ele será lançado/comemorado mundialmente no dia 19 de junho de 2020 com uma série de ações em diversos países para sensibilizar o público sobre a importância dessas aves magníficas para a vida nos oceanos e formas de contribuir para um cenário de conservação mais otimista.

 

Texto: Danielle Cameira

Revisão: Jéssica Branco

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