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Coletivo Jovem Albatroz adapta suas atividades à nova realidade do isolamento social

Foto Notícias_cja

Reuniões e cursos aconteceram de forma remota por meio de conferências virtuais

É nos tempos de maior adversidade que são testadas a união e a sinergia de uma equipe. Um exemplo disso é a atuação de sucesso do Coletivo Jovem Albatroz (CJA), iniciativa de construção de lideranças juvenis na Baixada Santista, criada pelo Projeto Albatroz, mesmo durante o período de isolamento social como medida de cautela à COVID-19. Com eventos e atividades programadas, eles exercitaram a criatividade e adaptaram cursos e reuniões para um ambiente 100% virtual.

Tudo começou antes mesmo do início do distanciamento social, com os preparativos para o IV Encontro Nacional Jovem Mar, organizado pelos Projetos Baleia Jubarte e Tamar, marcado para maio deste ano. O CJA estava montando uma oficina de educomunicação colaborativa que seria realizada no evento e resultaria em um vídeo sobre o evento produzido com auxílio dos demais participantes na produção, captação e finalização do material.

Porém, chegou a pandemia e os cancelamentos dos encontros presenciais mudaram as regras do jogo. Com isso, eles decidiram manter o planejamento e, através de reuniões via plataforma Zoom, se aprofundaram nos estudos sobre educomunicação, fazendo uma pesquisa sobre os conteúdos educomunicativos trabalhados pela Rede Biomar - formada pelos projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador, Meros do Brasil e Tamar, patrocinados pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Surgiu, assim, um modelo de oficina de educomunicação que pode ser aplicada em diversos tipos de evento, em consonância com a abordagem educomunicativa da Rede Biomar.

Diálogo em tempos de pandemia

Outro curso realizado durante o período foi o ‘Diálogo: Conceito e Práticas’, que colocou em prática muito do que o CJA já tem em sua essência: respeitar a fala e opinião dos outros, entendendo o que o outro sente e não tecendo julgamentos. Em cada um dos encontros foi discutido um tema relacionado às novas dinâmicas trazidas pela pandemia, como família, juventude e desejos para o futuro.

Segundo a responsável pelo CJA, Thaís Lopes, como o grupo já tinha laços de confiança e amizade, os diálogos foram profundos e proveitosos. Eles puderam contar, inclusive, com facilitação de Rafael Monteiro, integrante da primeira turma do CJA e que está se aprofundando no tema em sua tese de doutorado.

Expressão artística

O terceiro e último curso realizado via plataforma Zoom foi o ‘Da distopia à utopia - a arte como linha de reflexão/ação’, que teve início em meados de junho. Ele trouxe como objetivo promover a reflexão sobre o mundo que temos e o gostaríamos de ter, fomentando a criação de ações colaborativas e transformadoras utilizando as expressões artísticas como fio condutor - este último aspecto, inclusive, é algo relativamente novo no CJA.

A estratégia era levar, a cada encontro, uma provocação diferente para o grupo e, uma semana depois, cada jovem apresentar sua expressão artísticas individuais sobre o assunto, seja pintura, desenho, dança, música, vídeo, em um ambiente em que sintam-se a vontade para explicar suas ideias e interpretações.

Ao final dos sete encontros, o grupo está criando uma sistematização das reflexões que foram realizadas e para montar o roteiro de uma futura intervenção presencial. “Através dessas provocações, queremos trabalhar a criatividade do grupo, desafiando todos a se expressarem artisticamente fora de sua zona de conforto”, explica Thais Lopes.

União

Com os encontros sendo realizados a distância, no período noturno, o CJA conseguiu outro feito neste período: abrir os cursos para que os jovens de todas as turmas pudessem participar, mesmo aqueles que estão em outras regiões a estudo ou trabalho. A integração das diversas ‘gerações’ do CJA também contribuiu para que recebessem certificados de participação.

Ainda em junho, a responsável pelo CJA foi convidada pelo Coletivo Uçá, formado por jovens do Rio de Janeiro, para uma reunião sobre a história do CJA, a trajetória de Thaís a frente dele, suas experiências e outras informações sobre atividades e maneiras de estruturar o próprio coletivo jovem. Para ela, a ocasião foi especial porque permitiu compartilhar experiências e inspirar um novo grupo de jovens ligados à conservação marinha.


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