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Coletivo Jovem Albatroz e Coletivo Paranã se unem para intervenção artística ‘Maré de Utopias’

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Ação contou com a participação de parceiros na produção de uma instalação que ficará exposta no Museu da Vida Marinha, em Ubatuba (SP)

O lixo plástico é um problema presente e que se não tomarmos medidas para reduzi-lo, será uma herança desgradável  para as gerações futuras. Esse é o mote da arte intervenção Maré de Utopias, criada entre o Coletivo Paranã, de Ubatuba (SP), e o Coletivo Jovem Albatroz (CJA), braço de formação de lideranças para a conservação marinha do Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras. A Maré de Utopias resultou em uma instalação feita com resíduos plásticos e uma série de quatro reels, publicados no Instagram do Projeto Albatroz este mês.

A ação contou com o apoio do Instituto Argonauta, do Aquário de Ubatuba e da base local do Projeto Tamar, além de realizarem uma oficina artística com as crianças da Gaiato Ubatuba. A Maré de Utopias surgiu como a conclusão de um processo educativo e de estruturação do Coletivo Paranã, formado durante a pandemia por jovens da cidade do litoral norte de São Paulo. Eles tiveram os primeiros contatos com o trabalho do CJA durante as edições do Encontro Jovem Transformar, realizado em Ubatuba, em que os jovens albatrozes somavam às atividades como um coletivo organizado, que participava do evento.

“Durante a pandemia, os jovens da cidade se mobilizaram e criaram um coletivo próprio, o Paranã. Eles pediram a ajuda do CJA para aprender como se organizar, realizar ações em conjunto e assim, surgiu a Maré de Utopias”, ressalta Thaís Lopes, educadora ambiental responsável pelo Coletivo Jovem Albatroz.

Para auxiliá-los neste processo, o CJA promoveu uma formação virtual sobre coletivos jovens de meio ambiente, com bases teóricas, conceitos e organização de ações coletivas. No final da formação virtual, surgiu a ideia da Maré de Utopias, organizada pelos dois coletivos.

Maré de Utopias: presente e futuro

A intervenção artística teve o objetivo de provocar reflexões sobre o presente e o futuro dos resíduos, que poluem o oceano e ameaçam a vida marinha. A ação começou em 18 de setembro, durante o Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, em que os jovens do Coletivo Paranã participaram de um mutirão de coleta de lixo na Praia do Perequê-Açu, em Ubatuba (SP), organizado pelo Instituto Argonauta, Aquário de Ubatuba e Projeto Tamar; e os jovens do CJA, de ações de clean up na praia de Santos (SP), e no entorno do Centro de Visitação do Projeto Albatroz, em Cabo Frio (RJ).

Os resíduos coletados nas ações foram separados e reutilizados como matéria-prima para a intervenção artística dos coletivos, que propôs um trocadilho com a palavra ‘presente’, porque o lixo já não é um problema do futuro, é um desafio do momento presente. Os jovens construíram a palavra escolhida com tampas, brinquedos, garrafas, bitucas e outros materiais recolhidos das praias. A instalação está em exposição no Museu da Vida Marinha, em Ubatuba (SP), para despertar questionamentos entre os visitantes das praias da cidade.

“Escolhemos a palavra ‘presente’ porque o lixo também é um legado que a geração do presente está deixando de presente para a geração do futuro. Nós estamos deixando este problema para eles também”, explica Isadora Barbosa, do Coletivo Jovem Albatroz.

Todo o processo de construção da intervenção artística foi documentado pelo Coletivo Jovem Albatroz, que criou uma série de quatro vídeos curtos no Instagram para contar o que foi a Maré de Utopias e também abordar as questões sobre o presente e o futuro do lixo no mar. Os vídeos já foram assistidos por mais de dez mil pessoas.

Integração e conhecimento

Durante a realização do Maré de Utopias, os integrantes do Coletivo Jovem Albatroz e Coletivo Paranã puderam trocar experiências e também conhecer em detalhes o trabalho desenvolvido pelos apoiadores da ação: o Instituto Argonauta, o Aquário de Ubatuba e o Projeto Tamar. Os jovens fizeram visitas monitoradas aos locais e também visitaram o Museu da Vida Marinha, nas dependências do Instituto Argonauta, onde a arte intervenção criada por eles ficará exposta durante o verão.

Sobre o Coletivo Jovem Albatroz

Criado em 2015, o Coletivo Jovem Albatroz é um espaço de formação de jovens lideranças na conservação marinha e costeira de 18 a 29 anos de todo o Brasil. Neste processo educador, os jovens são protagonistas, propondo e realizando projetos de intervenção para a transformação da realidade. Os integrantes do Coletivo realizam diversos cursos, oficinas e visitas técnicas; participam ativamente de reuniões de órgãos colegiados para criação de políticas públicas; e marcam presença em eventos ligados à Juventude e Meio Ambiente, apresentando suas experiências.

 

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