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Nova base do Projeto Albatroz em Florianópolis abriga Banco Nacional de Amostras de Albatrozes e Petréis

Local é mantido em uma parceria com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE/ICMBio/MMA) e R3 Animal

 

Teve início recentemente os trabalhos de pesquisa ambiental da mais nova base do Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras. Florianópolis é a sexta cidade no país onde a instituição mantém equipamentos e equipes de pesquisadores - além de Santos (SP), Itajaí (SC), Itaipava (ES), Cabo Frio (RJ) e Rio Grande (RS). O novo local abriga o Banco Nacional de Amostras de Albatrozes e Petréis (BAAP), que será referência nacional para armazenamento de materiais para estudos científicos sobre estas aves oceânicas.

O novo equipamento é uma das ações previstas no Plano de Ação Nacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (Planacap), do qual o Projeto Albatroz participou da reestruturação, no fim do ano passado.

A base foi implementada em uma parceria do Projeto Albatroz com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação das Aves Silvestres - CEMAVE,Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, Ministério do Meio Ambiente – MMA e R3 Animal e está localizada dentro da unidade de conservação ESEC de Carijós. 

Os trabalhos da base estão sob a responsabilidade de duas pesquisadoras: Alice Ribeiro, consultora técnica da base, e Patrícia Serafini, colaboradora do Projeto e Analista Ambiental do CEMAVE/ICMBio. Caberá a elas receber, processar e organizar todas as amostras, além de buscar parceiros que queiram receber carcaças para coleções ou doá-las para pesquisas.

Com a criação do BAAP, o Projeto Albatroz pretende fazer o intercâmbio de materiais e informações entre instituições parceiras (universidades, grupos de pesquisa, entre outros) maximizando o aproveitamento do material, destinando as carcaças dos animais para coleções ornitológicas e convertendo todas as amostras em fonte de dados para todos os pesquisadores interessados.

O equipamento de refrigeração e os materiais biológicos estarão alocados na R3 animal, ONG localizada no Parque do Rio Vermelho, também em Florianópolis, focada no resgate, recuperação e reintrodução de espécies em seu ecossistema.

 

Materiais biológicos

Manter amostras de albatrozes e petréis é importante para desenvolver pesquisas que culminam no melhor embasamento para as tomadas de ação para a conservação de albatrozes e petréis não só no Brasil, mas também ao redor do mundo.

Um banco de amostras já era mantido pelo Projeto desde 2013, com materiais coletados de aves oceânicas, encontradas mortas ou capturadas incidentalmente durante a pesca. No entanto, após a criação dosProjetos de Monitoramento de Praia (PMP) pela Petrobras, o volume das amostras coletadas aumentou, criando a necessidade de centralizar os materiais oriundos das diversas áreas monitoradas, organizando-os e realizando a manutenção para que não sejam perdidos.

As amostras coletadas são materiais biológicos como sangue, tecidos, penas, órgãos, entre outros que auxiliam nos exames de DNA, detecção de poluentes, virologia, bacteriologia e contaminação por microplásticos. Segundo Alice Ribeiro, a coleta segue um protocolo estabelecido pelo Acordo para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP) - principal esforço internacional para a conservação dessas aves - para que se mantenha um padrão de coleta que viabilize resultados coerentes no mundo todo.

 

Auxílio para pesquisadores

Manter materiais biológicos de diversas espécies de albatrozes e petréis catalogadas e armazenadas corretamente facilitará o trabalho dos pesquisadores brasileiros e estrangeiros que muitas vezes necessitam de amostras e não sabem quem as possui. “Isso também economiza recursos, pois as amostras já estão coletadas, poupando o gasto do pesquisador com idas à campo, por exemplo”, comenta Alice.

A tarefa final, segundo a consultora técnica, é catalogar todas as amostras que o banco possui, juntar com as informações de amostras que as instituições parceiras cederão ao Projeto e disponibilizar em uma plataforma on-line de acesso aberto para qualquer pesquisador interessado nestas informações.

Para a coordenadora geral do Projeto Albatroz, Tatiana Neves, a parceria com a R3 Animal e CEMAVE/ICMBio é sinônimo de avanço nas pesquisas e desenvolvimento de medidas mitigadoras para conservação das aves não só em âmbito nacional, como também internacional. “A parceria é fundamental para a instalação de trabalhos colaborativos voltados à análise biológica e para o funcionamento do BAAP”.

A base operacional do Projeto Albatroz em Florianópolis está localizada nas dependências da R3 Animal, na Estação Ecológica dos Carijós (Rodovia SC 402, KM 2, Rio Vermelho, Florianópolis/SC).

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