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São Paulo Ocean Week: Projeto Albatroz leva educação ambiental e ciência para mais de 14 mil pessoas

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Evento realizado no Memorial da América Latina atraiu escolas, pesquisadores e sociedade civil para uma programação dedicada à cultura oceânica e à sustentabilidade

O oceano não faz parte da vida somente de quem vive próximo à costa. Prova disso é que a sexta edição da São Paulo Ocean Week, aconteceu no coração da maior cidade da América Latina, no Auditório Simon Bolívar, dentro do Memorial da América Latina. Entre os dias 20 e 24 de maio, o Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras, marcou presença mais uma vez, participando de rodas de conversa, palestras online e também levando sensibilização ambiental para mais de 9 mil estudantes de 36 municípios, com um estande repleto de ferramentas que ajudam a aproximar do público os albatrozes, aves oceânicas ameaçadas de extinção que passam a maior parte da vida no mar.

A São Paulo Ocean Week deste ano teve como tema central o papel das áreas marinhas protegidas e os desafios para ampliar e tornar efetiva a conservação da biodiversidade marinha no Brasil e no mundo. Para isso, criou uma programação repleta de painéis temáticos, exposições, atividades culturais, experiências educativas e debates sobre ciência e políticas públicas para o oceano para ampliar o conhecimento da sociedade sobre a importância dos mares e mobilizar diferentes setores em torno da proteção dos ecossistemas marinhos.

Antes mesmo do início do evento, em 13 de maio, a fundadora e coordenadora geral do Projeto Albatroz, Tatiana Neves, participou de um painel virtual transmitido pela Cátedra Unesco para a Sustentabilidade do Oceano com o tema “Rede Biomar: Programas de conservação em áreas marinhas protegidas”. Nele, abordou os principais desafios e exemplos de ações de pesquisa, educação ambiental e políticas públicas que permitem à Rede Biomar, formada por cinco projetos e coordenada pela Petrobras, executar um dos maiores e mais complexos programas de conservação do país. Participaram do painel Tatiana Neves (Projeto Albatroz), Eduardo Camargo (Projeto Baleia Jubarte), Samuel Faria (Projeto Coral Vivo), Zé Martins (Projeto Golfinho Rotador), Áthila Bertoncini (Projeto Meros do Brasil), com moderação da jornalista Beatriz Santomauro.

Durante os cinco dias de exposição no Memorial da América Latina, o Projeto Albatroz usou a curiosidade e a interação com materiais biológicos legítimos como ponto de partida para conversas sobre conservação, biologia, pesquisa e biodiversidade. Ossadas de crânios, esterno (osso do peitoral), fêmur, penas e bicos de diferentes tamanhos surpreenderam as crianças, que não imaginavam que poderiam tocar em aves que dão a volta ao mundo em busca de alimento e ilhas remotas para reprodução. 

Pessoas de todas as idades demonstravam curiosidade sobre como os albatrozes interagiam com os petrechos de pesca utilizados na pescaria de espinhel, e como essa interação causava a morte dessas aves. Ao observarem os materiais, tais como as linhas de nylon contendo pesos de chumbo, anzóis e exemplos de iscas, as pessoas aprenderam sobre os impactos da pescaria de espinhel sobre as aves, além de conhecerem as principais medidas mitigadoras, capazes de reduzir entre 72 a 93% da captura incidental de aves, quando aplicadas em conjunto, conforme recomendação do Acordo Internacional para Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP).

Assim como os cientistas, o público utilizou um microscópio digital para descobrir uma adaptação biológica especial das aves: os ossos pneumáticos, que com pequenas cavidades e espaços aéreos, torna as aves mais leves, facilitando o voo. E com um óculos de realidade virtual, se sentiram em um ninhal, vendo e ouvindo os pais e filhotes de albatroz no ninho. 

“Ter a oportunidade de tocar em materiais biológicos, manusear materiais de pesca, sentir a penugem da cabeça de um albatroz e se enxergar cercado de ninhos em uma ilha é uma experiência que aproxima crianças e adultos de aves que possivelmente eles nunca encontrarão na vida", explica Arianne Fonseca, educadora ambiental do Projeto Albatroz. "Quando eles se sentem próximos e encantados com os albatrozes, querem saber como conservar não só eles, mas todo o oceano. É uma maré de mudanças".

Durante a programação do evento, o gerente de Sustentabilidade e Conservação do Projeto Albatroz, Caio Azevedo Marques, participou de mais uma roda de conversa com a Rede Biomar, desta vez sobre o que cada projeto desenvolve para promover a cultura oceânica nos territórios onde atuam. 

A São Paulo Ocean Week é idealizada pela Cátedra UNESCO para a Sustentabilidade do Oceano, vinculada à Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a MídiaMar Comunicação, e integra o movimento internacional da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021–2030).

 

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